Lucas Mancilha dos Santos, nascido em 18 de maio de 1993 na cidade de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, foi o segundo de quatro filhos de Juarez Mancilha dos Santos e Viviane Maria dos Santos. De família católica, foi iniciado na vida cristã através do batismo no dia 29 de outubro de 1993, na Paróquia Nossa Senhora Medianeira, em São Leopoldo.
Criança alegre, divertida, de riso fácil, carinhosa e sempre atenta às necessidades dos outros. Teve uma infância comum, marcada pelo convívio com os amigos e a família, de quem sempre foi muito próximo. Não media esforços para fazer rir aqueles que estavam à sua volta. Desde cedo, transmitia a todos a alegria de ser de Cristo. Talvez ainda não soubesse, mas esta característica, que o acompanhou desde a infância, foi também via de evangelização, através do qual ele alcançou a muitos.
Em 2004, com 11 anos, já vivendo a vida em comunidade e inserido na catequese, Lucas passou pela experiência querigmática da primeira etapa do Movimento ONDA da Diocese de Novo Hamburgo. Foi dentro deste que fez a experiência do primeiro amor, do encontro profundo com o Cristo, da entrega de tudo para todos. Naquele mesmo ano, no dia 24 de outubro, tomou Jesus Eucarístico pela primeira vez. Dois anos depois, em 10 de dezembro, recebeu o Sacramento do Crisma.
Em sua vida, fez amizades, riu, cantou, dançou, se divertiu, conquistou, cativou, amou, amadureceu a sua fé. Cresceu, estudou, trabalhou. Dentro do ONDA, passou por outras etapas, assumiu compromissos maiores, fez parte de outros grupos. Foi também no EJU (Encontro de Jovens Universitários) que Lucas exerceu o seu serviço e a sua fé. No Grupo de Artes São João Paulo II, expressou o seu amor a Deus através da arte. Durante este tempo, também buscou a sua vocação. Namorou, noivou e, certo de estar correspondendo à vontade de Deus, uniu-se em matrimônio com Letícia Camargo, sua querida "Léti", no dia 13 de outubro de 2018. Foi um jovem como tantos outros, teve dificuldades e passou por tribulações, viveu as realidades do mundo, mas com os olhos sempre voltados para o céu.
Pouco tempo depois do casamento, um cansaço muito grande - à primeira vista "comum" a um jovem esposo que trabalhava, estudava e ainda atuava na vida em comunidade - passou a fazer parte de seus dias e hematomas começaram a surgir em seu corpo, aliados a alguns outros sintomas. Uma investigação médica levou ao diagnóstico: estava com leucemia. Ao receber a notícia, ainda no hospital, pediu à mãe que o levasse duas coisas: o livro "25 minutos, A vida de Chiara Luce Badano" - uma jovem cuja vida e testemunho o fascinavam - e a Bíblia. Em três dias, as complicações da doença o levaram à morte cerebral. Neste tempo, pôde passar por seus "25 minutos", despediu-se dos seus, confessou-se e recebeu o sacramento da Unção dos Enfermos. Faleceu no dia 07 de dezembro de 2018, com 25 anos de idade.
Seu velório ocorreu na Paróquia Nossa Senhora das Graças, no Bairro Feitoria em São Leopoldo, próximo de onde morava. Do dia 07 ao dia 08 uma multidão de pessoas compareceu ao local para se despedir do Lucas, todas que, de alguma forma, tiveram suas vidas tocadas por ele: familiares, amigos, colegas, conhecidos. No dia 08 de dezembro, na missa de corpo presente, a igreja também estava repleta de corações que celebravam a Páscoa daquele grande amigo, sua passagem para a eternidade. Seu corpo foi sepultado aos fundos desta mesma paróquia no dia 08 de dezembro de 2018.
Durante aqueles dias, uma frase - que é lembrada até os dias atuais - tomou os lábios e os corações daqueles que acompanhavam de perto a despedida do Lucas, como forma de oração e louvor à Deus. Reze você também conosco: